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10 dicas importantes sobre mixagem

Poderiam ser 100 dicas ou até 1000. O segundo momento mais importante (o primeiro é a criação musical, claro) é a mixagem. Sempre faço uma analogia sobre uma pintura: você tem aquela imagem na sua mente, você começa então a desenhar naquele espaço branco. Primeiro um rascunho à lápis e aos poucos a pintura vai aparecendo. O processo é parecido com nosso processo de criação em estúdio: tudo começa com aquele violãozinho, depois no ensaio, outro ensaio até que a música tem sua “imagem” pronta. Agora, falta registrá-la.

O Ed Motta certa vez explicou sua paixão por gravação e sua aversão ao “palco”: “Gravar  é um trabalho minimalista e aquele registro é pra sempre. Vai estar no disco, um monte de gente vai ouvir aquilo pra sempre!”. Pois é, não existe “recall” de CD para “dar uma aumentada no baixo” ou “tirar o timbre de lata da caixa”. Gravou, mixou, masterizou, já era. Se você é quem produz a sua própria música (é o que mais acontece hoje) é muito mais fácil. Ter controle desde as sessões de gravação já pensando de como aquilo vai soar na mixagem é realmente uma mão na roda.

Se existem 1000 dicas sobre mixagem, sobre gravação seria inumerável. Mas ainda vamos fazer um pequeno guia sobre o processo em breve. Vamos nos concentrar na mixagem.

E como em concursos de TV, se você fosse obrigado a sintetizar numa frase o que é mixagem, o que você escreveria? A minha alternativa é :” Mixagem é o processo de igualar volumes e dinamizar a música para que possa ser apreciada em qualquer tipo de mídia”. Qual seria a sua frase? Se imaginarmos que todo o processo de produção já está pronto (efeitos, biribinhas, loucuras e todo tipo de coisa que pode acontecer dentro uma gravação) a sua função vai ser essa mesmo: deixar os volumes dentro de um certo “padrão”. E existe padrão em arte? Bem, vamos dizer que existem sim alguns parâmetros que não podem ser esquecidos, a não ser que você esteja mixando um CD do Hermeto Pascoal.

Vamos então ver as 10 dicas de OURO da mixagem.

1-  ENTENDA A MÚSICA:
Se você é um profissional de áudio tem que estar sempre “ligado” em tendências, novas bandas, modinhas, enfim. Para cada nova “banda da moda” surgirão umas 300 fazendo a mesma coisa e vão te procurar com essa mentalidade “Olha, a gente quer o som dessa banda xxxx”. Então, nada de preconceito e cara feia. Peça o CD dos “originais” e ouça, mas faça uma audição clínica: repare nos instrumentos, como eles são timbrados, como é a mixagem deles (tem muito baixo, pouco baixo, bumbo “kickado”, caixa mais aguda, enfim). E lembre-se que você não é santo e não faz milagres: se o baixista aparece no seu estúdio com um baixo Phoenix e quer um som de Fender Jazz Bass, melhor sentar com ele e bater um papo.

2-  OUVIDOS DESCANSADOS:
É recomendado mixar logo quando você acorda, já que seu aparelho auditivo está descansado e mais sensível. Não fique mais de 2 horas ouvindo a mesma coisa, com o tempo o cérebro já começa a criar “atalhos” para que você não perceba mais nada. Aquela nota errada vai passar desapercebida, não adianta. Evite também mixar a mesma coisa em dias seguidos, deixa um espaço para poder refrescar a mente e poder consertar o que eventualmente pode estar errado.

3- CONHEÇA SUA SALA DE MIXAGEM:
Som é física pura, por isso você nunca viu uma sala de mixagem com revestimento de azulejos. Com o tempo você já percebe as “peças” que a sua sala prega em você. Quando você manda a  mix pra um amigo e ele fala “olha, tá muito grave” é porque sua sala anda roubando frequencias ou seus monitores estão “mentindo”. Reconhecer as limitações do seu equipamento ajuda muito, já que você pode “prever” o que vai sobrar ou faltar na parte final do trabalho

4- O CLIENTE NEM SEMPRE ESTÁ COM A RAZÃO:
Então chegou o baixista e disse “meu, eu não estou ouvindo o baixo”. De madrugada o guitarrista te manda um email “estava aqui ouvindo e reparei que minha guitarra tá muito baixa”. De manhã outro email, agora do baterista “estou odiando o timbre do meu bumbo”. Ótimo, este tipo de coisa é bem comum, por isso você já deve estar ciente que você terá umas 4 ou 5 versões diferentes de mixagem. Mas é bom sempre ter uma conversa com o cliente sobre este problema de volume: não dá pra ouvir todo mundo ao mesmo tempo no mesmo volume, afinal de contas isso acabaria com a dinâmica da música. Cada um tem seu espaço dentro do espectro sonoro e não adianta querer fazer milagre. Lembre-se, você é técnico de som, não santo.

5- MENOS É MAIS:
É um regra que vale pra muitas coisas na vida e vale na hora de mixar também. Você então abre o projeto, pega a linha de bumbo e repara que está seca, sem peso e sem volume. Automaticamente você começa colocando um compressor, depois um gate, depois um equalizador, um limiter. Seu CPU já está quase com 50% e você ainda está na primeira faixa? Pois bem, se não resolveu logo de cara, bom partir para outra estratégia. E equalizador não inventa frequência, não adianta choramingar. Isole o bumbo por exemplo e tente usar aquele seu melhor compressor e deixe assim, passe para outras faixas. Isoladamente ele pode soar estranho, pense no conjunto.

6- A IMAGEM DO SOM:
A invenção do aparelho “estereofônico” foi uma revolução na industria musical. Assim como hoje temos os DVDs com Surround, o lançamento do conceito “estéreo” mudou a forma de se ouvir a música: agora você podia pensar numa música em “dois canais”. Nada mais lógico para nós que temos dois ouvidos. Mas tem muita música que você ouve no fone de ouvido e você pensa “nossa, que mixagem chapada”. Você precisa pensar no “espacial”, a forma que os instrumentos vão soar no “espaço estéreo”. Use este espaço nas peças da bateria, dividindo cada peça num “lugar” diferente do espaço. Escolha se você está mixando como “público” ou “músico”. Assim você pode até mesmo mudar o hihat da esquerda para a direita e a disposição dos tambores. Pense nos detalhes, aquele violão que pode ser duplicado e aberto nos dois canais, ou até mesmo aquele “crash” que pode estar bem à direita. Tudo isso dá uma “cara” profissional ao trabalho, são os detalhes que contam e diferenciam seu trabalho. Use o PAN do canal, aventure-se.

7-  ORGANIZE-SE:
Imagineseeuescrevessesemespaçotudodeumavezesemdarespaços? Pois é, imagine se tudo aqui fosse desorganizado, as informações fossem perdidas, sem ordem, sem critério? Seria insuportável de ler, imagine então trabalhar num projeto todo desorganizado: faixas perdidas sem nome, sem ordem, bumbo lá embaixo depois da guitarra, vocal em 3 faixas separadas, faixas que poderiam ser apagadas e você deixa no MUTE  comendo CPU. Pois é, isso além de retardar o seu trabalho vai fazer você ficar mais cansado do que você já ficaria.

8-  READ THE F******** MANUAL:
A frase clássica é do grande guitarrista Steve Vai quando foi perguntado como ele conseguia tirar um timbre tão absurdamente perfeito da guitarra. Ele respondeu simplesmente “LEIA O MALDITO MANUAL”. Pois é. Seja ela qual for a plataforma que você trabalha, ProTools, Cubase, Sonar, Reaper, Reason, Nuendo ou qualquer outra, conhecer sua ferramente de trabalho é essencial. O motivo é simples: você otimiza seu trabalho com as ferramentas que conhece, evita ficar “experimentando” no meio das sessões de mixagem e cria um “atalho” para processos que você demoraria muito tempo para fazer por conta. Às vezes você pode passar horas querendo descobrir onde você desliga aquele maldito metrônomo e era só apertar control+M. Invista em cursos, video aulas, apostilas e todo tipo de informação.

9-  CRÍTICAS CONSTRUTIVAS:
Não espere somente confetes quando for compartilhar sua mixagem com o pessoal da Internet. Alguns são bem sarcásticos, mas outros são bem construtivos em suas críticas. Aprender a receber e assimilar essas críticas sem dúvida fará com que você cresça como profissional. Ah, e saiba diferenciar um invejoso “seca pimenteira” de um produtor sério. Não deixe levar por esse pessoal.

10- CRIE SEU ESTILO:
Se você está no mundo da música digital, você quer ser reconhecido pelo seu trabalho. Isso além de fazer muito bem para o ego, ajuda a trazer mais clientes! Por isso é bom que você saiba qual o seu estilo e seu ponto forte. Se você além de mixar você tambem é produtor, ainda mais importante é o estilo. O músico vai ouvir seu trabalho, o resultado vai agradá-lo e ele vai te procurar. Seja pelo peso, pela limpeza, pela criatividade, deixe sua marca no trabalho. Isso essencial. Afinal de contas, mixagem é uma arte.

Jefferson Gomes – Produtor Musical

 
 
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